Rinoplastia

 
 


O nariz é responsável, em grande parte, pela harmonia da nossa face. Algumas alterações no seu formato são capazes de gerar desequilíbrio no rosto.

Durante a rinoplastia, pode-se reduzir ou aumentar o tamanho do nariz, diminuir o tamanho das narinas ou afiná-lo. Além de corrigir problemas estéticos, a rinoplastia pode também corrigir seqüelas de traumatismos e alterações que causam dificuldades na respiração, como o tratamento cirúrgico do desvio de septo, visando à melhora funcional da respiração do paciente.

Durante a avaliação, é importante que você converse com o cirurgião quais são suas expectativas, lembrando que o médico irá analisar detalhadamente para que você tenha a melhor técnica dentro das demandas do seu rosto.

O que nós buscamos é a melhora da estética nasal associada a uma adequada reestruturação funcional!
 
 

A Cirurgia



Das cirurgias plásticas, a rinoplastia é no mundo a mais frequente. Corrige-se o nariz por deformidades, por alterações próprias do envelhecimento, por traumatismo ou por dificuldade respiratória. Uma coisa é claro: nada é tão impactante quanto uma grande deformidade nasal, pois o nariz está no centro da face. Frequentemente uma pequena correção pode melhorar muito o aspecto e a autoestima de uma pessoa.

Somente um exame prévio e acurado com o cirurgião pode esclarecer e ajudar os interessados sobre muitos aspectos da rinoplastia. Ressalte-se que um bom resultado começa com um bom entendimento e confiança mútua entre paciente e cirurgião.

Entender a cirurgia plástica do nariz é um tanto crítico, pois não existe uma rinoplastia ideal. O objetivo da cirurgia é melhorar a estética buscando a harmonia com os demais elementos faciais, preservando ou melhorando a função respiratória. O nariz deve ser encarado como uma “unidade funcional-estética” e o cirurgião deve, consequentemente, ter experiência neste conjunto.

O tipo de pele, características étnicas, idade e função nasal são fatores importantes para serem avaliados previamente. O jovens devem alcançar uma idade até que o crescimento esteja mais ou menos definido, no geral por volta de 15 a 16 anos.

Com frequência, são recomendados procedimentos adicionais para um melhor “balanço facial”, como um aumento ou diminuição do queixo, lipo de papada ou correção de orelhas em abano. Em pacientes de mais idade, também é frequente uma sugestão de tratamentos palpebrais, pois a correção do nariz pode salientar os olhos.

Na avaliação prévia, fotografias de diversos ângulos examinadas conjuntamente com o paciente permitirão um planejamento e também uma suposta previsão de resultados. Muitos candidatos seduzem-se pelas previsões feitas em computador, cujos programas permitem narizes perfeitos. O cirurgião deve deixar claro ao paciente que tal recurso serve apenas como uma projeção do que se deseja alcançar, sendo resultado final dependente de outras inúmeras variáveis.

Não se tratando de um procedimento de urgência, o paciente dispõe de todo o tempo para preparar-se, escolhendo uma data adequada e conveniente em qualquer época do ano.
 
 

Tipos de anestesia



Sendo uma intervenção que compromete pequena área da face, é passível de ser realizada sob anestesia local associada à sedação, que elimina toda lembrança e desconforto. Em ambos os tipos de anestesia – geral ou local + sedação, o regime é ambulatorial (paciente não precisa dormir no hospital e pode ir para a casa no mesmo dia da cirurgia).
 
 

A Consulta



Durante a sua consulta existem alguns pontos a serem destacados:

• História da saúde, especialmente em relação ao nariz: alergias, medicamentos, trauma, etc • Determinar o que o paciente gosta e não gosta no seu nariz • Medida das dimensões faciais do paciente para determinar desproporções • Realizar estudo fotográfico digital a ser usado para planejamento do tratamento • Solicitar exames pré operatórios

Você deve vir à consulta preparado para discutir sua história médica, fornecendo informações sobre quaisquer condições médicas, alergias, tratamentos e cirurgias anteriores e medicamentos de uso diário.
 
 

A Cirurgia



A cirurgia propriamente dita consiste na modelagem e ajuste de elementos deformados (ossos, cartilagens, mucosa e pele). Para isto, o cirurgião necessita chegar até estes elementos pelo caminho menor e menos traumático possível. São assim feitas pequenas incisões e descolamentos internos expondo as partes alteradas, o processo de separar a pele da estrutura de apoio nasal, ressecção de excessos, ajuste das estruturas, seguido de suturas de cartilagens e remodelamento do ossos nasais, e por fim, reposiciona a pele sobre a nova estrutura.

As técnicas utilizadas dependem do paciente em questão. Em alguns tipos de nariz, uma redução pode ser alcançada sem se cortar o “telhado” do nariz, cortando-se somente as “paredes” e baixando-se o “telhado”. O resultado é um nariz operado sem as seqüelas ou estigmas de um nariz operado. Quando uma ressecção do “telhado” não pode ser evitada, o nariz é detalhadamente e pacientemente reestruturado para que seja o mais estável possível com o passar do tempo e que o resultado da rinoplastia seja duradouro. Tais técnicas são utilizadas nos maiores centros do mundo e atualmente é o que há de mais moderno no quesito rinoplastia.

Na maioria das vezes, as incisões cirúrgicas são feitas por dentro do nariz. Entretanto em alguns casos uma incisão na columela deve ser feita para melhor exposição dos elementos anatômicos porém com alguns cuidados a cicatriz torna-se praticamente imperceptível.

Em aproximadamente 30% dos casos, sobretudo em grandes e complexas deformidades da ponta ou em reintervenções, utiliza-se uma abordagem através de pequenas incisões na columela (a parte vertical entre as narinas), que proporciona uma visão ampla e direta sobre todas as estruturas, facilitando sobremaneira estas correções. A cicatriz é imperceptível.

A cirurgia dura em média 1:30 a 3 horas. Terminada, o nariz é modelado com micropore e protegido com pequena placa de plástico que permanece 4 a 5 dias. As suturas internas são feitas com fios que caem de per si, e pontos externos, se houverem, são retirados 4 a 7 dias após (em um terço dos casos, as narinas devem ser diminuídas através de pequenas ressecções nas “asas”).
 
 

A Recuperação



Retirado o primeiro curativo o paciente permanece ainda por mais uma semana com micropore. Após duas semanas o paciente já não tem mais curativo algum, já tendo um aspecto “social”.

O paciente de evitar exposição solar direta e persistente se houverem hematomas (manchas de sangue na pele), até estes desaparecerem. Removido o primeiro curativo, o paciente pode voltar aos seus afazeres, exercícios leves e demais atividades usuais. Esportes sujeitos a “choques” devem ser evitados por 30 dias.

Usualmente não há dor no pós operatório. Pode haver desconforto pelo “stress” cirúrgico, edema etc, tudo minorado pela compreensão e consciência de que os benefícios e resultados “tem um preço” a ser suportado pelo paciente e familiares.

O acompanhamento pós operatório até um ano é importantíssimo, pois o período de cicatrização completa demanda longo tempo.

Embora poucos dias após a cirurgia o nariz já estará bom, mesmo um pouco “grande”, pelos edemas, durante um a três anos haverá uma retração progressiva podendo evidenciar alguns senões que no futuro deverão ser retocados.

Em aproximadamente 15% dos casos, temos “retoques” ou “revisões”, mesmo em mãos de cirurgiões muito experientes. Assim sendo, os resultados esperados somente serão avaliados um ano após a cirurgia, quando se repetirão as fotografias e comparando-as com as anteriores, paciente e cirurgião poderão apreciar os resultados estéticos e funcionais.